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TC School / Análise Fundamentalista

Valuation – tipos de avaliação de empresas (Parte IV)

23/09/2021 às 12:10

TC School

Olá investidor! Hoje finalizamos a série de textos sobre os tipos de avaliações de empresas. Para fechar com chave de ouro, elencamos a Avaliação por Direitos Contingentes, também conhecida por Modelo de Precificação de Opções.

Confira o que já publicamos sobre o tema:

  1. Como avaliar ações na bolsa de valores
  2. Incertezas e complexidade do valuation
  3. Valuation – tipos de avaliação de empresas (Parte I)
  4. Valuation – tipos de avaliação de empresas (Parte II)
  5. Valuation – tipos de avaliação de empresas (Parte III)

O texto a seguir irá debater sonbre

  • A Avaliação por Direitos Contingentes (ou Modelo de Precificação de Opções)
  • Vantagens e desvantagens nesse tipo de avaliação

Boa leitura!

Avaliação por Direitos Contingentes

A Avaliação por Direitos Contingentes, também conhecida por Modelo de Precificação de Opções, se refere a ativos contingentes, aqueles que funcionam sob determinadas condições.

E, como aqui estamos tratando especificamente de avaliação de empresa, podemos considerá-lo como o Modelo de Opções, pois, tais ativos são condicionados às empresas.

Assim, por definição, existem dois tipos de opções. A do tipo Call, que funciona como o direito de exercer a compra de um ativo a um valor determinado que esteja “abaixo” do preço praticado no mercado, e, portanto, se valoriza à medida que a ação atrelada à opção se torna mais cara.

A do tipo Put, que funciona como o direito de exercer a venda de um ativo a um valor determinado que esteja “acima” do preço praticado no mercado, e, portanto, se valoriza à medida que a ação atrelada à opção se torna mais barata.

Sabendo dessa métrica, o Modelo de Black & Scholes foi o pioneiro em buscar a determinação de valor justo das opções. Fato é que de antemão, o modelo de precificação não estava tão bem ajustado, dada a peculiaridade de cada opção e por não considerar os dividendos.

Com isso, assim como no modelo de DCF, o Modelo de Black & Scholes possuiu suas maleabilidades para que o analista adapte à situação que esteja lidando.

Assim, não só as opções, mas outros ativos que se comportem dessa forma condicionada a metas e/ou valores podem ser avaliados pelos seus Direitos Contingentes.

Um exemplo utilizado no livro, são petrolíferas que ajustam sua produção de acordo com a cotação do petróleo, e, isso, muito provavelmente não pode ser mensurado pelo modelo de DCF, por mais que o analista possua alto poder de previsão.

Vantagens e desvantagens nesse tipo de avaliação

Na pill de hoje, finalizamos a série que trata dos tipos de avaliação de empresas, onde, trataremos sobre os prós e contras de se utilizar o Modelo de Avaliação por Direitos Contingentes, que segmentado para o mercado de ações/empresas, trata-se do Modelo de Precificação de Opções.

Acima, já falamos sobre o comportamento condicional do ativo, no gráfico indexado, podemos visualizar o exemplo das opções de como isso funciona.

A primeira vantagem, que já citamos anteriormente, é a avaliação de maneira mais correta sobre aqueles ativos que derivam seu valor de acordo com as contingências a qual está atrelado.

E, por isso, seria erroneamente avaliado se fosse submetido ao DCF ou a uma avaliação por múltiplos.

A outra vantagem é que, condenado pelo DCF e pela Avaliação Relativa, a volatilidade tem grande participação na determinação de valor das opções.

E, tornando o modelo ainda mais vantajoso na precificação, a volatilidade faz parte do cálculo de mensuração de valor da opção nos modelos de Avaliação por Direitos Contingentes.

Por outro lado, assim como todo modelo, ele possui alguns pontos negativos. As premissas utilizadas para mensurar a variância constante e os rendimentos dos dividendos são difíceis de se mensurar bem.

Isso, devido a dificuldade de se contestar para aquelas opções de curto prazo e a baixa probabilidade de se manter tais premissas se a opção for de longo prazo. Ou seja, dada a contingência da opção ou ativo relativo, o risco de incerteza é muito superior aos dos outros modelos, por conta da falta de ativos comparáveis e fundamentos.

Enfim, reiterando novamente assim como já exposto nos outros modelos tratados, cada um vai possuir seus riscos a serem geridos, e, cabe ao analista como fazê-lo.

Apesar de relativamente obscuro em relação aos outros modelos, o Modelo de Precificação de Opções é relativamente novo, o que é bom, pois, há o benefício dos avanços dos estudos que permitem o aprimoramento do modelo.

Fonte: Aswath Damodaran

Para maiores esclarecimentos, estude mais sobre o Modelo de Black & Schoules.

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Pablo Paz
Pablo Paz
Estagiário do TradersClub
Estudante de Economia da UFPB e membro do Projeto Quantum

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