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TC School / Análise Fundamentalista

Valuation – como avaliar ações na bolsa de valores

26/08/2021 às 12:12

TC School

Dentro da análise fundamentalista, entender valuation (ou avaliação de empresas) é fundamental para o investidor gerenciar melhor os ativos em seu portfólio, fazer aportes, manter ou deixar uma posição. Iremos iniciar uma série de textos sobre a filosofia do valuation segundo conceitos propostos por Aswath Damodaran.

No artigo a seguir, você irá encontrar:

  • Filosofia do Valuation
  • Viés e Valuation

Boa leitura!

Filosofia do Valuation

O axioma básico do Value Investor é pagar por um ativo um preço que não seja acima do seu valor, pois assim, ele irá obter a valorização de seu capital na medida em que o preço de mercado vá de encontro com o valor do ativo com base nos seus fundamentos.

Dito desta forma, apesar de didático, muitos investidores não avaliam o ativo na hora de fazer os seus aportes. Seja por falta de conhecimento sobre mercado financeiro ou má influenciado por “falsos profetas”, que disseminam o discurso de que preço não importa ou ainda, investir de forma emocional, em um claro movimento do efeito manada.

O valuation e o mercado financeiro

É justamente para reduzir essas ineficiências do mercado que existe o valuation. É ele uma das principais ferramentas, se não a, para ajudar o investidor na hora de tomar decisões assertivas em seus investimentos.

Com base no valuation é que o investidor pode confiar melhor em seus investimentos, saindo da ilusão de investir em ativos de forma emocional ou por manada, e, passar a pagar pelo preço de estimativa de geração de fluxo de caixa futuro que gera valor ao investidor de bolsa de valores.

Fato é que o valuation está longe de ser um processo perfeito e incontestável, mas, ele te dará os fundamentos e ferramentas necessárias para compreender e ser capaz de justificar onde e porque o seu dinheiro está sendo investido em ativos “X”, “Y” ou “Z”.

O professor Damodaran pontua muito bem sobre a necessidade/obrigatoriedade do investidor utilizar o valuation, usando as seguintes palavras:

“o preço dos ativos não pode ser justificado apenas pelo fato de que alguém estará disposto a pagar mais por este no futuro, pois, em algum momento será você mesmo o idiota disposto a pagar mais caro por um ativo que não necessariamente vale o que pedem”.

Viés e Valuation

Apesar de possível, são raros os casos de empresas que avaliamos “do zero”, principalmente por causa da era em que vivemos atualmente de excesso de informações. E, dentro do mercado, isso é ainda mais comum por causa da errônea mania dos investidores decompartilhar entre si rumores e visões de várias empresas e ações listadas em bolsa.

O outro lado também é verdadeiro, não há como o indivíduo realizar suas avaliações totalmente isentas de vieses, afinal as próprias fontes não são neutras. Um exemplo claro disso são os releases/dados fornecidos pelas empresas, que naturalmente possuem uma elaboração textual que as enalteça. Mas enfim, sabendo que o viés é inerente às pessoas, porque tratar sobre ele!? Justamente porque o viés possui suas consequências e implicações.

Inputs e a projeção do valuation

A primeira delas seria a manifestação do viés. Todo avaliador necessita informar-se acerca da companhia para que possa elaborar os inputs —ferramentas básicas de projeção do Valuation.

E, como as fontes de informação possuem sempre algum viés, certamente terá impacto direto sobre a avaliação (valuation) da companhia. O que não é muito bom, pois o que deveria refletir (em grande parte) os fundamentos da empresa avaliada, acaba refletindo o viés do avaliador.

Manipulação do valuation

A segunda delas seria a manipulação do valuation para ir ao encontro do valor justo que o analista esperava.

Por mais que isso possa parecer estranho para quem nunca fez valuation, no momento em que finalizamos a avaliação e obtemos um valor diferente do que esperávamos (justamente por causa do efeito viés), é quase que automático duvidarmos dos nossos inputs, e até pensar em alterá-los apenas para “fazer preço”.

Spread e o valor observado e o valor esperado

A terceira delas, é uma implicação da consequência anterior e ocorre de forma mais recorrente com analistas de mercado.

Ao invés de usar a manipulação em busca do valor justo que se esperava com base no viés, o analista é levado a justificar o spread entre o valor observado e o valor esperado através de argumentação de fatores que são outputs (externos ao modelo e que o explicam) levando o mercado a crer em algo errado.

Enfim, como já exposto, o valuation não pode ser isento do viés, entretanto, você pode fazer a sua gestão de risco.

Para isso, em linhas gerais, é essencial que você busque ser honesto na sua avaliação. Confie nela e não busque compará-la com a de casas de análises e afins. Se você faz isso, você não confia na sua avaliação.

Para confiar, basta estudar e se dedicar o suficiente! E, o principal, realize o valuation em busca do Valor Justo da Empresa e não de um número!

Nos próximos textos iremos elencar as incertezas, a complexidade e os tipos de valuation dentro da análise fundamentalista. Acompanhe!

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Pablo Paz
Pablo Paz
Estagiário do TradersClub
Estudante de Economia da UFPB e membro do Projeto Quantum

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