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Índice de Força Relativa (IFR): como calcular e interpretar o indicador

14/04/2021 às 14:00

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Para quem gosta de analisar a tendência das ações pelo gráfico, a análise técnica possui diversas ferramentas que ajudam o investidor na tomada de decisão. No texto de hoje, vamos falar sobre o Índice de Força Relativa e como se dá o cálculo e interpretação deste indicador dentro dos estudos da análise técnica.

Elencamos o tema em tópicos. Abaixo, você irá encontrar:

  • O que é o Índice de Força Relativa (IFR)
  • Cálculo e interpretação do indicador no gráfico
  • Welles Wilder, o criador do IFR
  • Como utilizá-lo na análise gráfica

Boa leitura!

O que é o Índice de Força Relativa

O Índice de Força Relativa (IFR) ou Relative Strength Index (RSI) faz parte da família dos osciladores, sendo eles indicadores da análise técnica que verificam o desenvolvimento das forças que atuam no mercado, nos mostrando onde os preços dos ativos estão “sobre comprados”, ou seja, caros, e onde estão “sobre vendidos”, baratos.

Dessa forma, é possível dizer que o estudo dos indicadores, em especial do IFR, nos auxiliam em identificar ações baratas . Claro, tendo como base que os mercados não sobem ou caem em linha reta, a manutenção do movimento depende da imposição do grupo dominante, sendo ele vendedor ou comprador.

Welles Wilder, o criador do IFR

A força relativa dos movimentos de alta ou baixa

Em 1978, Welles Wilder criou o IFR, indicador esse que mede a força relativa dos movimentos de alta ou baixa de um determinado ativo, sendo plotado em um gráfico de linha tendo seu valor máximo em 100 e mínimo em 0.

Por fim, o índice de força relativa possui apenas um parâmetro, que é o número de períodos a ser utilizado em sua fórmula, ou seja, esse é o parâmetro que você pode modificar para calibrar sua estratégia para o diário, semanal, mensal ou qualquer outro intervalo disponível.

Desta forma, o indicador é plotado no mesmo intervalo (data inicial à data final) e mesma periodicidade gráfica que o ativo acompanhado, porém em escala diferente. A seguir, iremos entender melhor como calcular e interpretar o Índice de Força Relativa.

Identificando ativos caros/baratos

Tipicamente, o IFR é considerado sobre comprado quando atinge níveis acima de 70, e sobre vendido abaixo de 30, permitindo que observamos o enfraquecimento de uma tendência (logo veremos como utilizá-lo).

Finalmente, com o exposto acima, já sabemos o que é o Índice de Força Relativa (IFR) , mas como ele chega aos números que enxergamos nos gráficos das ações no mercado de capitais?

O cálculo do IFR

O cálculo do IFR é feito dividindo a média de n dias com fechamentos positivos pela média de n dias com fechamentos negativos, da seguinte forma:

Tradicionalmente, Welles Wilder criou o IFR utilizando 14 períodos, entretanto, existem outros tempos para utilizá-lo. Essa variável depende do objetivo de cada investidor.

IFR de 2 períodos

Um modelo que é bastante conhecido utiliza o IFR de 2 períodos, o qual iremos abordar em um novo artigo. Acompanhe as novidades do TC School. Acesse a categoria com textos educacionais na área de análise técnica!

O IFR na análise de ações

Mas afinal, como podemos tirar proveito dessa obra criada por ele? Existem diversas formas, porém iremos abordar duas delas por aqui, sendo elas:

  • Divergências (de alta e de baixa); e
  • Antecipações.

Divergências

Acontece quando o oscilador discorda do movimento dos preços e da suposta superioridade de uma das forças do mercado, indicando uma possível reversão. Dito isso, existem dois tipos de divergência:

  1. Altista; e
  2. Baixista.

1. Divergência de alta

A divergência de alta acontece quando os preços informam um fundo mais baixo, enquanto o oscilador indica fundos mais altos.

Interpretamos que, apesar do pessimismo estar assombrando o ativo, o último movimento da força compradora foi mais forte que o anterior, fazendo assim que ganhem mais espaço.

Gráfico das ações da SULA11

Veja o exemplo a seguir, no gráfico das ações da SULA11:

Fonte: TradingView

2. Divergência de baixa

A divergência de baixa acontece quando os preços informam um topo mais alto, enquanto o oscilador indica topos mais baixos.

Interpretamos que, apesar do otimismo estar vivo no ativo, o último movimento da força vendedora foi mais forte que o anterior, demonstrando que estão conquistando o território dos compradores.

Gráfico do índice Bovespa

Veja o exemplo a seguir, no gráfico do IBOV:

Fonte: TradingView

Antecipações

As antecipações são movimentos que acontecem quando o oscilador antecipa aos possíveis movimentos dos preços, sendo eles rompimentos de resistência ou suporte, linhas de tendência, etc.

Gráfico do ativo DJI

Veja o exemplo a seguir, no gráfico do DJI:

Fonte: TradingView

Dessa forma, depois de termos demonstrado o que é e como utilizar o Índice de Força Relativa na análise técnica de ações da Bolsa de Valores, basta você colocar em uso o oscilador fazendo testes e olhando se é pertinente inseri-lo no seu sistema.

José Lucas de Assis
José Lucas de Assis
Estagiário de Análise Técnica do TC
Graduando em Ciências Econômicas pela UFPB

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