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TC School / Educação Financeira

Dicas para evitar cair em golpes financeiros

13/09/2021 às 11:54

TC School

Os golpes financeiros não são novidades. Aliás, longe disso. Mas têm sido cada vez mais comuns nos últimos tempos.

Dos mais sofisticados, que envolvem robôs com ganhos garantidos em algum ativo, até aqueles por telefone, que pedem para digitar a senha do cartão ou da conta bancária.

UM ALERTA: nunca digite ou diga sua senha para ninguém. NUNCA. 

O certo é que a prática e as queixas cresceram bastante desde o início da pandemia, no ano passado. Um laboratório especializado em segurança digital, o dfndr lab, apontou o registro de 2,3 milhões de golpes financeiros no primeiro semestre de 2021.

A Federação Brasileira de Bancos (Febraban), por sua vez, mostrou um aumento de 44% do número de golpes e/ou tentativas de fraudes que usam bancos ou instituições financeiras.

São números altos e que têm tido uma elevação constante. E, por mais que a gente se espante vez ou outra, sempre atinge uma pessoa próxima. 

Por isso, elencamos algumas dicas para te ajudar a não cair em golpes como esses. Nesse texto você vai encontrar:  

  • Principais promessas
  • Golpes mais comuns e como evitar

Boa leitura!

Principais promessas

Os golpes financeiros podem ser divididos entre aqueles que usam do sistema de bancos e os que utilizam supostos investimentos. Nos dois, há alguns pontos em comuns. Por definição, no entanto, as promessas são mais presentes no segundo tipo. 

As principais promessas fazem parte de um roteiro para cativar as vítimas. A ideia é tentar passar um ar de seriedade e honestidade. Uma forma de cativar a pessoa antes de colocar o dinheiro no golpe.

Alguns pontos são presentes em todas as “propostas”. São eles:

Garantia

É comum ouvir ou ler que tal investimento tem um retorno garantido durante um determinado período. E, geralmente, esse retorno garantido é bem alto. Bem alto mesmo. Mas não há garantia quando se trata de renda variável.

E, em todos os casos, utiliza-se a renda variável, geralmente criptomoedas. Além de não existir garantia, é bom lembrar que rentabilidade passada não é garantia de rentabilidade futura. 

Rentabilidade

Por falar em rentabilidade, vamos tocar nela mais à fundo. Quando disse no item passado que as promessas são de alta rentabilidade, não estava brincando. Não é raro ler uma promessa de 10% ao mês. AO MÊS. 

Ao ler/ouvir isso, respire um pouco e pense com calma. A Selic hoje está em 5,25% ao ano. Estão te oferecendo algo com a garantia de um retorno de 10% ao mês. Faz sentido? 

Se ainda não se convenceu, olha com os números. Se eu colocar R$ 1 mil em algo desse tipo, em cinco anos terei R$ 304.481,64. Faz sentido? Transformar R$ 1 mil em mais de R$ 300 mil em cinco anos?

Registro no cartório

Para dar esse ar legal, algumas pessoas utilizam o artifício do “registrado em cartório”. No geral, tendemos a achar que se um contrato está registrado em cartório, não tem como ser um golpe, não é? Errado.

Quando se tratar de investimentos, não se preocupe muito com o registro do contrato em cartório. Preste atenção à Comissão de Valores Mobiliários (CVM) ou ao Banco Central, no caso de outras instituições. 

Pesquise o histórico da empresa que está lhe fazendo a oferta, veja se ela é registrada, se tem alguma reclamação ou investigação. Pesquise. 

Golpes mais comuns e como evitar

Agora que já comentei algumas das táticas utilizadas para passar uma falsa credibilidade às propostas, vamos às principais tentativas de golpe e o que você pode fazer para evitar cair nelas. 

Phishing

Na tradução livre, o phishing é uma “pescaria digital”. A tentativa desse golpe é obter dados das pessoas através de mensagens ou e-mails falsos que induzem a ida para links suspeitos.

Os casos mais comuns, de acordo com a Febraban, são os e-mails que simulam mensagens de bancos afirmando que o cliente está irregular e precisa revalidar seus dados. 

Caso receba uma mensagem suspeita dessa forma, a primeira coisa a ser feita é verificar se o endereço da página é o correto.

Outra forma de se proteger é verificar se o site possui certificado de segurança, o SSL, que garante se o site é seguro. Se tiver algum tipo de dúvida, ligue para o banco – não aceite receber ligação. 

Golpe do Whatsapp

Esse é um golpe que já vinha sendo aplicado antes da pandemia e cresceu durante o ano passado. Nele, o celular e o nome da vítima são clonados para roubar as contas. Assim, é possível cadastrar o aplicativo em outro celular.

Quando o WhatsApp solicita o código enviado por SMS para concluir a operação, eles enviam uma mensagem no app fingindo ser de um serviço de atendimento ao cliente em que a vítima possui cadastro. 

Com a conta cadastrada, os golpistas se passam pela vítima e começam a pedir dinheiro para pessoas que estão na lista de conversa. De preferência, pedem que a transferência seja feita por PIX, já que ocorre de maneira instantânea. 

A melhor forma para evitar cair em um golpe como esse é habilitar a verificação em duas etapas nas configurações do WhatsApp. O caminho é este: Configurações/Ajustes > Conta > Verificação em duas etapas.

Cartão de crédito

O cartão de crédito é um dos queridinhos dos golpistas.

A criatividade rola solta quando se trata do cartão de crédito seja qual for a instituição financeira. Nesse item, vou mostrar algumas das possibilidades de golpes para que você fica esperto(a). 

Geralmente, o que acontece com os cartões de crédito é a clonagem. Isso pode acontecer ao colocar as informações em um site falso, por exemplo, utilizar máquinas adulteradas ou dar os dados para quem solicitar com intuitos perversos. Evite cadastrar o cartão em sites não confiáveis.

Uma dica básica de proteção é nunca dar informações do seu cartão para estranhos, principalmente o CVV (código de segurança atrás do cartão), necessário para fazer compras.

Em lojas, bares, restaurantes e até mesmo no aeroporto e hotéis, não deixe que seu cartão de crédito seja levado para um local onde você não possa ir. Ele pode ser fotografado ou trocado, por exemplo. Além disso, nas compras virtuais, dê preferência a sites de segurança e, se possível, utilize os cartões digitais. 

Outra possibilidade em relação aos cartões é o chamado golpe com falso motoboy. Uma pessoa que se diz funcionário de um banco liga para a vítima e diz que o cartão foi clonado. Para resolver o problema, pede que a senha seja digitada no telefone e que o cartão que ainda está em propriedade da vítima seja dobrado ao meio.

Depois disso, o golpista finge solicitar um novo cartão e diz que um motoboy será enviado para recolher o antigo. Usam uma perícia no cartão como uma justificativa para o procedimento. Com o cartão em posse (e o chip intacto), é possível realizar transações normalmente, já que a vítima havia digitado a senha no telefone. 

Por isso, lembre-se que nenhum banco pede o cartão de volta ou enviar um representante para buscá-lo. Se receber uma ligação dessa, desligue e ligue para o banco para denunciar. 

Há ainda um outro golpe comum relacionado aos cartões, que é quando ocorre o extravio da correspondência. Nele, o golpista também faz uma ligação e finge ser do banco para solicitar a senha. Com a senha em mãos, podem comprar à vontade.

Golpe do delivery

Esse foi um tipo de golpe que ficou comum durante a pandemia. Nele, o entregador apresenta uma maquininha com o visor danificado ou tapado, onde não é possível ver o valor que está sendo cobrado ali. Geralmente, é um valor muito mais alto do que a compra. E, em muitos casos, a máquina sequer tem relação com o local onde o pedido foi feito. 

Por isso, sempre fique de olho no valor que está sendo cobrado nas máquinas e não aceite pagar se não pode ver o visor. De preferência, faça os pagamentos pelo aplicativo. 

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Raphael Carneiro
Raphael Carneiro
Jornalista e planejador financeiro
Certificação CFP (Certified Financial Planner) concedida pela Planejar – Associação Brasileira de Planejadores Financeiros.

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