TC School / Educação Financeira

O que são gastos supérfluos e quais os tipos mais comuns?

05/04/2021 às 15:40

TC School TC School

O que são gastos supérfluos? Qual a diferença entre os tipos de gastos que temos? Afinal, você já deve ter lido ou ouvido alguma vez que podemos classificar os nossos gastos por tipos para entendê-los melhor e, assim, fazer uma gestão mais proveitosa do nosso orçamento. Ter uma planilha de gastos com essa divisão é interessante e deve ser feita sempre que possível para que possamos ter uma noção melhor sobre as nossas despesas cotidianas.

Um destes tipos de custos são os chamados gastos supérfluos. São aquelas despesas que poderíamos eliminar dentro do possível. Mas é importante destacar que boa parte dos gastos que estão classificados como supérfluos são aqueles que nos geram distração, leveza, ou divertimento. Por isso a ressalva em “dentro do possível”.

Atividades de lazer são fundamentais e devem ser considerados na hora de cortar os gastos, mesmo que muitas pessoas os encaixem na categoria de gastos supérfluos. Portanto, cuidado para não se abster de toda e qualquer diversão em nome da economia e acabar boicotando sua própria vida.

Nesse texto você vai encontrar:

  • Divisão dos gastos
  • O que são gastos supérfluos
  • Qual o peso no orçamento
  • Como evitar excessos

Boa leitura!

Divisão dos gastos

Dividir os gastos pessoais em categorias é importante para ter uma noção melhor do caminho do dinheiro. Ajuda também no momento de analisar o orçamento. Muita gente fala da importância de preencher uma planilha de gastos ou usar um aplicativo no smartphone, porém esse ato se torna meramente mecânico se não for feito o passo seguinte e mais importante: a análise.

Nesse sentido, a função da divisão dos gastos é justamente para facilitar e encaminhar a análise. Costumamos utilizar a seguinte divisão:

  1. Gastos Essenciais: são aqueles que você não pode deixar de fazer de jeito nenhum. Nesse quesito estão moradia, alimentação, transporte, saúde etc.;
  2. Gastos Necessários: são os que podemos chamar de estilo de vida. Encaixam-se jantar, passeio, viagem, etc.; e
  3. Gastos Supérfluos: aqueles que fazemos por puro capricho e que podem ser eliminados sem que haja um efeito direto em nossa realidade. Estão nesse ponto trocar de celular todo ano, aquele vinho importado, presentes constantes etc.

Não é uma regra imutável, mas um horizonte para ajudar nas finanças pessoais e familiar. As classificações podem variar, assim como pode haver mudança dos gastos entre os três tipos. Mas, para manter a linha do texto, vamos voltar a focar nos gastos supérfluos.

O que são gastos supérfluos

Como já adiantado na divisão acima, os gastos supérfluos são aqueles que não temos a obrigação nem a necessidade de ato durante o mês. Ter ou não ter não altera substancialmente nossa realidade – a não ser a realidade financeira.

E aí entram diversos tipos de gastos em finanças. Desde o sapato no último passeio no shopping ao sorvete todo dia depois do almoço. Atenção a esse ponto: não é pra tirar o sorvete ou o café depois do almoço.

Ele sozinho, de fato, não fará grande mudança no orçamento, mas temos diversos “cafezinhos” que quando somados têm um impacto grande. E mais: há a necessidade de fazer esse gasto todos os dias ou virou um capricho?

Essa é uma pergunta que cada um deve responder individualmente. Para muita gente, o sorvete ou o café é o que dá a sensação de tranquilidade para voltar a trabalhar. Tem que analisar os efeitos desses gastos para que a ausência deles não gerem problemas. Assim, caso perceba que começou a fazer parte da rotina, mas que pode ser alterado, o ideal é buscar formas de substituí-lo.

Nesse quesito, entra a importância da organização financeira. Quem tem o orçamento ajustado e bem delimitado, pode se dar ao luxo de ter um gasto supérfluo de vez em quando. Essa “extravagância” não fará mal – leia-se extravagância como algo fora do esperado, não pelo valor do gasto em si.

Como são gastos que, na maioria das vezes, atingem mais nosso comportamento financeiro e que servem mais para resolver as necessidades psicológicas do que as reais, a melhor forma de identificar e ajudar a frear esses gastos é colocando algumas travas, alguns macetes que te façam pensar duas vezes antes de comprar.

Dinheiro vivo

Uma ideia bem simples é de ao invés de utilizar o cartão, usar o dinheiro vivo. Com o papel moeda, sentimos mais forte a dor da compra. Pensamos se aquele cafezinho realmente vale os R$ 10 que estamos tirando da carteira ou da bolsa. Quando é no cartão basta digitar uma senha.

“Na volta a gente compra”

Outra opção é deixar para fazer a compra em um segundo momento. Assim atingimos o impulso e o evitamos. Um exemplo: vi um tênis e decidi comprar mesmo não tendo necessidade. Deixo no carrinho (se for pela Internet) ou anoto bem qual foi a loja e deixo para comprar no dia seguinte. Essa é uma variação da famosa frase que todo mundo já ouviu: “na volta a gente compra”.

Mais uma possibilidade: se fazer algumas perguntas antes da compra. Elas vão ajudar a entender o gasto e cair na real em caso de uma compra por impulso. São elas:

  • Isso fará falta?
  • Posso substituir esse produto por um de menor valor?
  • É possível simplesmente viver sem esse produto?

Planilha de gastos

Qual o peso de cada um?

Para ajudar na melhor organização dos gastos e o entendimento daqueles que são considerados supérfluos, é importante observar e entender quais os percentuais que cada um dos tipos deve ocupar no orçamento. Isso permite um melhor equilíbrio na vida financeira.

É bom ressaltar que não existe uma divisão ideal. Vai depender muitos das necessidades e condições de cada pessoa, mas dá para criar um ponto de partida para a realização desse equilíbrio.

Uma divisão que consideramos justa é a seguinte:

  • 50% para os gatos essenciais
  • 35% para os gastos necessários
  • 15% para os gastos supérfluos (porque ninguém é de ferro)

Cuidado com os excessos

O segredo de deixar os gastos supérfluos dentro do controle passa por evitar os excessos nas compras. Um atalho para que as divisões acima sejam mantidas é o autocontrole no dia a dia, especialmente no comportamento financeiro.

Esse controle passa por reavaliar uma série de gastos que podemos considerar necessários, mas que podem ser substituídos ou excluídos de nosso orçamento. Todavia, vale ressaltar que isso vai da realidade de cada pessoa. Não é justo falar para alguém que trabalha o dia todo e estuda à noite que ela precisa cozinhar em casa ao invés de pedir delivery.

Um ponto que prezo bastante é o equilíbrio entre o bem-estar e o pensamento financeiro. Se o esforço para uma economia acaba gerando problemas em outra área, talvez esse esforço não precise ser realizado. É necessário que as coisas se encaixem de forma tranquila.

Por isso, o cuidado com o excesso de regras. Pontos como alimentação, roupa e transporte, por exemplo, fazem parte do dia a dia, precisam estar no orçamento mensal. Mas precisa sempre ser o mais caro? Precisa sempre ter uma quantidade alta?

Aqui alguns pontos que podem ser reavaliados para que não paguemos em excesso, transformando assim o que seria necessário em gasto supérfluo:

  • Academia
  • TV por assinatura
  • Almoços fora
  • Supermercados mais caros
  • Produtos de marca
  • Serviços acima do necessário

Como podemos ver, são quesitos que fazem parte do dia a dia, mas se eu pago uma academia para ir sete dias na semana e só vou dois, estou gastando acima do necessário. O mesmo com o plano do celular, que tem uma quantidade exagerada de dados e ligações, mas que não uso a metade.

Por isso a necessidade de cada pessoa avaliar seus gastos e, a partir daí, definir quais podem ser alterados ou eliminados, fazendo com que o supérfluo deixe de ser um peso no orçamento mensal.

Raphael Carneiro
Raphael Carneiro
Jornalista
Planejador financeiro associado à Planejar

TC School

TC School

Disclaimer: Este material é produzido e distribuído somente com os propósitos de informar e educar, e representa o estado do mercado na data da publicação, sendo que as informações estão sujeitas a mudanças sem aviso prévio. Este material não constitui declaração de fato ou recomendação de investimento ou para comprar, reter ou vender quaisquer títulos ou valores mobiliários. O usuário não deve utilizar as informações disponibilizadas como substitutas de suas habilidades, julgamento e experiência ao tomar decisões de investimento ou negócio. Essas informações não devem ser interpretadas como análise ou recomendação de investimentos e não há garantia de que o conteúdo apresentado será uma estratégia efetiva para os seus investimentos e, tampouco, que as informações poderão ser aplicadas em quaisquer condições de mercados. Investidores não devem substituir esses materiais por serviços de aconselhamento, acompanhamento ou recomendação de profissionais certificados e habilitados para tal função. Antes de investir, por favor considere cuidadosamente a sua tolerância ou a sua habilidade para riscos. A administradora não conduz auditoria nem assume qualquer responsabilidade de diligência (due diligence) ou de verificação independente de qualquer informação disponibilizada neste espaço. Administradora: TradersNews Informação & Educação Ltda. Todos os direitos reservados.

TradersClub

O app essencial para investidores do mercado financeiro brasileiro.

Uma comunidade com milhares de investidores, ferramentas e serviços que vão ajudar você a investir melhor!

TradersClub