Open Banking: o que é? Como funciona? Quais as mudanças? - TC

TC School / Educação Financeira

Open Banking: o que é? Como funciona? Quais as mudanças?

27/09/2021 às 11:20

TC School

A partir desta segunda-feira, dia 27 de setembro, o Open Banking entra em uma nova fase.

Ainda no mês de setembro vai ser possível compartilhar informações sobre o histórico de transações relacionadas a cartão de crédito e operações como financiamentos e empréstimos. E já desde agosto é possível solicitar o compartilhamento de dados com outras instituições.

Nova fase, tudo bem, mas você conhece bem as possibilidades e as promessas do que o Open Banking pode nos oferecer?

É um serviço novo, inovador e que pode trazer muitos benefícios. Ao menos na teoria. É verdade que até agora ele gera mais dúvida do que entendimentos e, como muitas inovações que surgem no Brasil prometendo uma melhoria para nós, os brasileiros comuns, nos deixa com uma pulga atrás da orelha.

Mas, de fato, o escopo do Open Banking está aí para nos ajudar. Na teoria é assim. Na prática, sabemos, nem sempre.

Então vamos falar sobre ele.

Nesse texto você vai encontrar:

  • Open Banking: o que muda?
  • Benefícios do serviço
  • Fases do Open Banking
  • Open Banking na prática

Open Banking: o que muda?

Na tradução mais livre, o Open Banking é o sistema financeiro aberto. E é, de fato, isso mesmo.

Com o novo sistema, existirá a possibilidade de compartilhar informações e serviços com qualquer instituição financeira que você desejar. Sim. Esse ponto é importante: o compartilhamento será somente com aquelas instituições que o cliente decidir. E pelo tempo que o cliente optar.

Atualmente, um banco/instituição não enxerga seu relacionamento com outro. O que você faz no Banco A fica restrito ao Banco A. Sem o relacionamento, ficamos limitados na tentativa de benefícios e melhores taxas em serviços (empréstimos, financiamentos, investimentos).

Com o Open Banking, você pode optar por compartilhar dados cadastrais e/ou financeiros com a instituição que desejar.

Portanto, pode ficar mais tranquilo para, por exemplo, tentar o financiamento imobiliário onde você não tem conta. Basta compartilhar os dados e, a partir disso, a instituição terá acesso ao seu histórico e modelo comportamental. Com isso, poderá oferecer melhores taxas e serviços.

Benefícios do Open Banking

A maior oferta e competividade é uma consequência esperada do Open Banking. Além disso, pode haver uma melhor experiência para nós. Alguns pontos que podem nos dar praticidade e eficiência com o novo modelo:

  • Possibilidade de ver saldos e extratos de bancos diferentes em um único local;
  • Possibilidade de fazer o pagamento de uma conta, no Banco A, usando o saldo que está no Banco B, sem necessidade de gerar boletos ou algo do tipo;
  • Portabilidade de relacionamento entre as instituições;
  • Abre-se espaço para surgimento de novas tecnologias e inovações (aplicativos) que possam facilitar o uso e a integração.

Vale lembrar que esse compartilhamento só vai acontecer quando e com as instituições que você optar. Não é algo aberto e automático. Além de ter a proteção da LGPD.

Nenhuma instituição pode compartilhar suas informações sem a sua autorização. Não existe aplicativo para download, site específico para o cadastro, tampouco é preciso assinar documentos em agências bancárias.

Fases do Open Banking

A implantação do Open Banking tem sido feita por fases, a saber:

Open Banking – Fase 1

A primeira fase teve início no dia 1/02. Nela, são abertos os dados das instituições participantes, seus canais de atendimento e os produtos e serviços que oferecem – como contas de depósito à vista, poupança, pagamento e operações de crédito. Essa 1ª fase não envolveu o compartilhamento de dados de clientes.

Open Banking – Fase 2

Na segunda fase, que começou em agosto, o cliente pôde compartilhar seus dados pessoais de cadastro, como nome completo, CPF/CNPJ, telefone, endereço e dados de transações relativas aos produtos e serviços relacionados à conta.

Tudo isso acontece somente com a autorização da pessoa.

Open Banking – Fase 3

Já na terceira fase, com início em 29/10, vai ser possível iniciar um pagamento fora do ambiente do banco.

Os clientes poderão compartilhar o histórico de informações financeiras e terão acesso a serviços como pagamentos e propostas de crédito por um aplicativo de mensagem, por exemplo.

Open Banking – Fase 4

Por fim, na última fase, que terá início em 15/12, será possível o compartilhamento de outros dados de produtos e serviços.

Como informações relacionadas a operações de câmbio, investimentos, seguros e previdência.

Open Banking na prática

O Open Banking não é algo exclusivo ou que tenha surgido no Brasil. Países como a Inglaterra, Estados Unidos, Alemanha e China têm este processo já em estágio avançado. Já no Reino Unido, inclusive, tem sido o modelo mais indicado para o espelhamento do processo.

No Brasil, está em processo para implantação, ainda não sabemos como será na prática. Na teoria, nos dará muitos benefícios. Nos resta aguardar e torcer para que o que é esperado seja confirmado.

Um dos efeitos práticos esperados com o Open Banking é o aumento da concorrência e redução do custo do crédito, principalmente para quem tem histórico de bom pagador.

O consumidor que autorizar o compartilhamento de dados bancários poderá receber propostas e condições melhores de outros bancos e fintechs. Isso porque, com o histórico financeiro da pessoa, a instituição concorrente terá mais elementos para calcular o risco de crédito do cliente e oferecer outras taxas e modelar produtos e serviços específicos para o perfil de cada um.

A expectativa é que, a partir de outubro e novembro, algumas instituições já comecem a usar o Open Banking como instrumento para análise de crédito, mas ainda não de forma disseminada.

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Raphael Carneiro
Raphael Carneiro
Jornalista e planejador financeiro
Certificação CFP (Certified Financial Planner) concedida pela Planejar – Associação Brasileira de Planejadores Financeiros.

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