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Seguro de vida vitalício ou temporário: como avaliar?

07/06/2021 às 11:57

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O que é seguro de vida temporário e vitalício e como avaliar a contratação deste serviço. É o tema que iremos abordar no texto a seguir. Afinal, ter um seguro – fora residencial ou de automóvel – não é uma prática comum entre os brasileiros.

O seguro, de forma equivocada, é visto na maioria dos casos como um gasto a mais, uma despesa desnecessária. Contudo, não é bem assim que a banda toca. Os mais diversos tipos de seguros podem compor perfeitamente um planejamento financeiro, dando mais segurança (desculpa pela redundância) e conforto para que os planos traçados possam ser atingidos. Esse é um dos papéis que os seguros podem ter em nossas vidas, sejam eles contratados para âmbitos individuais, familiares ou até mesmo empresarial.

A gama de possibilidades neste tema é bem vasta. Hoje vamos ficar restritos à utilização do seguro de vida. No momento da contratação, há uma dúvida muito comum para as pessoas: optar pelo vitalício ou pelo temporário?

É o que você deve avaliar antes de decidir que vou te ajudar a entender hoje. Afinal, seguro de vida vitalício ou temporário: como avaliar? No artigo você vai encontrar:

  • Seguro de vida
  • Custos
  • Seguro temporário de vida
  • Seguro de vida vitalício
  • A escolha

Boa leitura!

seguro de vida vitalício temporário

Seguro de Vida

O seguro de vida é autoexplicativo em relação à sua função. Conhecemos a ideia por trás do plano, mas não sabemos muito bem o que avaliar, quais são os que de fato devem ser levados em consideração, quais são vendidos de maneira equivocada ou como montar sua apólice.

Um seguro de vida, em suma, paga um valor financeiro ao beneficiário em razão do falecimento do contratante do modelo. A ideia é simples, mas a montagem nem tanto. É preciso escolher os tipos, o dimensionamento, o prazo e as possíveis coberturas adicionais. Neste sentido, temos duas grandes formas, que são os vitalícios e os temporários.

No primeiro caso, há a cobertura das necessidades vitalícias. No segundo, a cobertura das necessidades temporárias. Tão direto quanto os nomes indicam.

Custos

A primeira questão levantada para optar pelo que poderia ser o seguro ideal em sua vida, é avaliar o quanto cada um vai custar. E, nesse ponto, não há muito o que fazer. É até intuitivo perceber que o vitalício tem um custo mais elevado, até porque ele garantirá uma proteção durante toda a vida.

Para o seguro de vida, fazer apenas essa comparação simples não é o mais indicado. Deve ser avaliado em primeiro lugar quanto o objetivo ao realizar a pesquisa para contratar o seguro. São objetivos temporários ou que podem levar toda uma geração?

Nas necessidades temporárias podemos incluir, de forma mais incisiva, as questões ligadas à família, principalmente aos filhos quando novos. A preocupação de uma possível e indesejada ausência dos pais pode ser o ponto de partida para seguros que tenham como foco bancar a conclusão dos estudos ou garantir segurança financeira, por exemplo.

Do outro lado, em relação às necessidades vitalícias, podemos listar situações como despesas funerárias, transmissão de patrimônio, necessidade com filhos que precisem de tratamento ao longo da vida e, um ponto fundamental: inventário.

O inventário é um quesito pouco lembrado pelos brasileiros, mas que gera muitos custos, dores de cabeça e, em algumas famílias, brigas. Ter um suporte para que essa situação possa ser resolvida é uma ajuda e tanto para os herdeiros, que já precisam lidar com o luto da perda de um familiar.

Seguro temporário de vida

A ideia do seguro temporário de vida, como já citei, é de cobrir gastos que tenham um prazo de validade. Da mesma forma que contratamos um seguro para um veículo, que se renova anualmente e cobre imprevistos dentro daquele período, podemos contratar um seguro temporário para uma viagem, para o tempo que os filhos estiverem na escola, para um período de adaptação de uma empresa.

Nesse tipo de modalidade, o mais comum é encontrar seguros que tenham o prazo de um ano, com renovação automática.

Nesse caso, há uma atualização do capital segurado pelo IPCA e do custo do seguro pelo IPCA e um acréscimo de uma taxa pelo “fator idade”. Esses são, geralmente, os mais oferecidos pelos bancos. Mas, existem os produtos com prazos maiores, que podem ser de 10, 15, 20, 30 anos.

Com a opção de utilizar prazos maiores, não há o reajuste com o “fator idade”. Esse aumento de risco anual já é embutido no cálculo geral do seguro. Ocorre somente a atualização do capital segurado, que segue sendo pelo IPCA.

Além disso, existe a possibilidade de optar por um seguro temporário decrescente, onde o capital segurado cai de maneira linear ao longo do tempo. Lembram da ideia de ter uma proteção para a educação dos filhos? Se encaixa perfeitamente aqui, já que com o passar dos anos, o montante necessário para garantir os estudos vai diminuindo.

Seguro de vida vitalício

A outra modalidade de seguro de vida que estamos levantando aqui, como o próprio nome diz, é para a vida toda. O seguro de vida vitalício permite que você consiga ter a proteção enquanto estiver vivo, garantido assim o benefício a quem indicar na contratação do seguro, seja isso depois de 20, 40 ou 100 anos. Nos oferecimentos, seja em bancos ou corretoras, é mais conhecido como Seguro Vida Inteira.

Essa lógica que faz com que ele seja mais caro. O seguro vitalício é encarado como um ativo que o cliente possui. Ele pode, inclusive, ter sua quitação em um prazo curto. Você pode pagar todas as parcelas da contratação e apenas ficar com a apólice como um ativo. Para a quitação, quanto menor o prazo de pagamento, maior fica a parcela.

Nesse caso, a lógica é bem semelhante à de outra compra parcelada/financiada. O ativo segurado é um só: a vida. Para isso, há um valor determinado. Mas o valor pago por você pode variar. Quanto mais prestações, menor fica o valor mensal, mas maior fica o montante total. Quanto menor o tempo de pagamento para ter direito ao seguro, maior o “desconto” recebido. Podemos dizer que uma das principais vantagens do seguro de vida vitalício é facilitar a sucessão patrimonial.

A escolha do seguro de vida

Falei acima dos valores, das características, das opções…. mas, e aí, como decidir qual é o melhor seguro de vida para você? O primeiro item a ser observado é o motivo que fez com que procurasse um seguro de vida. A necessidade se encaixa naquelas listadas como temporárias ou como vitalícias?

Falei sobre o benefício do vitalício em relação à sucessão patrimonial. Isso acontece pela facilidade dos beneficiários em receber o montante contratado e, também, pela elisão fiscal. O seguro é considerado livre de ITCMD. A previdência também é na maioria dos estados, mas já existe uma disputa para que ela seja taxada.

Por outro lado, se a ideia é ter uma reserva financeira, não faz tanto sentido ter o seguro vitalício. Muita gente usa esta opção por poder resgatar o valor total. Sob esse aspecto, é mais interessante ter um seguro temporário de vida e uma previdência. As contas entre as duas possibilidades, com o aditivo do rendimento da previdência, irão favorecer a segunda opção.

O certo é que antes de definir entre um seguro temporário e um vitalício, você deve avaliar o que pretende proteger. Depois disso ficará mais fácil entender o que lhe é mais indicado. Para ter um melhor aproveitamento das opções que pode ter, procure um planejador financeiro para te indicar a melhor maneira de encaixar o seguro em relação ao seu patrimônio e um corretor autorizado que possa lhe ofertar as possibilidades de seguro mais indicadas e benéficas para o seu perfil.

Raphael Carneiro
Raphael Carneiro
Jornalista
Planejador financeiro associado à Planejar

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