ESG: como analisar uma empresa sob essa ótica? - TC

TC School / Governança Corporativa

ESG: qual o ponto de partida para a análise das empresas?

08/12/2020 às 5:00

TC School

Os investimentos ESG estão na boca dos investidores. Mas um ponto importante é saber como analisar uma empresa visando as práticas sociais, ambientais e de governança. Sendo assim, você confere neste texto como analisar uma empresa sob a ótica ESG.

  • ESG: o que é?
  • Entenda o modelo de negócio
  • Diversidade e inclusão
  • Gestão
  • Governança
  • Emissão de carbono
  • Conclusão

Boa leitura!

investimento esg

ESG: o que é?

Entre tantos assuntos que foram discutidos durante esta pandemia e isolamento social, foram as práticas de ESG por parte das empresas que ganhou relevância. A sigla ESG significa Environmental, Social and Corporate Governance, traduzindo seria algo como questões ambientais, sociais e de governança corporativa (ASG). A demanda por informações dos investidores acendeu um alerta para o mercado financeiro de que a pauta veio para ficar e que é um requisito a ser analisado na hora de tomar decisões.

Existem agências que oferecem serviços de rating, classificando as empresas nos critérios de ESG. É um ótimo recurso já que algumas empresas não divulgam essas informações, mas precisamos ter atenção para não sermos enviesados por tais classificações. Diferente da classificação de risco financeiro, que os critérios são quantitativos, a classificação de ESG é subjetiva. Portanto, devemos ter cuidado ao levar em consideração essas informações na tomada de decisão.

Assim como os investidores devem acompanhar de perto o que acontece no dia a dia das empresas financeiramente, devem ficar atentos ao que elas se propõem a cumprir socialmente. No texto sobre como as políticas ESG podem influenciar os retornos das ações, fica evidente que empresas socialmente responsáveis possuem retornos superiores.

Portanto, aqui vão algumas dicas para ajudar o investidor na hora de avaliar uma empresas pela ótica ESG.

Entenda o modelo de negócio

Parece redundante, mas é fundamental que se entenda como a empresa define sua estrutura e realiza suas atividades, pois ali já é possível identificar as práticas usadas. Se há uma preocupação com os recursos naturais utilizados, possíveis impactos sociais em decorrência da sua atividade, acessibilidade aos clientes, ter uma postura sustentável, esses são alguns pontos importantes que merecem ser observados.

Diversidade e inclusão

Diante de tantos casos de racismo ocorridos e noticiados, esse tópico ficou em evidência no meio corporativo. Mais atenção foi dada e empresas já sinalizam mudanças na sua política de governança e carreiras para inclusão social dos seus colaboradores. E falando em colaboradores, é importante considerar o relacionamento e o diálogo da empresa com eles. Boas condições de trabalho e segurança, a valorização do capital humano, são práticas que se destacam na avaliação da empresa pelo investidor.

Gestão

É preciso falar que as próximas gerações estarão cada vez mais atentas às questões ambientais e sociais. Sendo assim, os gestores devem acompanhar as mudanças e ficar preparados para atender as exigências desses investidores. Criar uma cultura, ter o olhar crítico para melhorias é primordial para não perder market share. Os gestores têm uma ferramenta que se bem utilizada é a porta de entrada para captar novos stakeholders: o site RI. Usá-lo para mostrar a realidade social e não aquilo que o investidor quer ver. Recentemente, empresas que mostraram suas dificuldades e apresentaram um plano de ação para solucioná-las largaram na frente das demais. Sem esquecer, claro, que as mudanças devem estar alinhadas com a estratégia de negócios da empresa.

Governança

Transparência é a palavra de ordem quando falamos de governança corporativa, então não precisamos questionar sua importância quando o assunto é ESG. Conhecer as pessoas que estão por trás do negócio é essencial, fazer uma breve pesquisa de casos de fraude e desastres ambientais no histórico da empresa, episódios de má conduta corporativa, são exemplos de pontos a serem observados. Ética é outra palavra que está presente na discussão, tanto que tivemos casos recentes de problemas na governança que refletiram diretamente no valor dos ativos, como ocorreu com a IRB.

Emissão de carbono

É um tema que já deveria ter sido discutido há um tempo, mas só agora faz parte da pauta. O crédito de carbono pode se tornar a moeda verde e gerar valor para quem a pratica. Grandes empresas estrangeiras já assumiram compromissos voltados a compensar suas emissões, por exemplo, a Amazon. Em vários países o carbono é precificado e as companhias podem comprar créditos de carbono para compensar suas emissões. Ajudando na manutenção do projeto de redução e no equilíbrio do nível de emissões de gases. Aqui no Brasil, temos o exemplo da Klabin, Suzano e Duratex. Ainda é um movimento voluntário, mas já são estudadas possíveis regulações. Além disso, vale destacar que mais do que um assunto ambiental, é uma questão de pressão por parte consumidores e daquelas empresas que já praticam tais ações, visando que a competitividade entre elas seja justa.

Conclusão

Portanto, dada a importância de toda a discussão em torno do tema ESG, é cada vez mais evidente que os investidores acompanhem de perto as informações que são apresentadas pelas empresas. Pois, podem refletir diretamente no valor das ações, na imagem da empresa e comprometer toda uma estratégia de investimento. Além disso, o papel do investidor é fundamental para que cada vez mais haja o comprometimento das empresas em mostrar seus planos de ações com metas e objetivos.

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