"Fome de Poder", o documentário inspirado na história do McDonald's - TC

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“Fome de Poder”, o documentário inspirado na história do McDonald’s

20/08/2021 às 17:54

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“Fome de Poder”, de John Lee Hancock (2016), é um documentário, inspirado em livro, que conta a trajetória dos “Arcos Dourados” – o empreendimento que surgiu a partir de uma singela lanchonete chamada Mc Donald’s.

Elencamos a resenha e resumo do documentário “Fome de Poder” nos seguintes tópicos:

  • Documentário – Fome de Poder
  • A Inspiração
  • A Oportunidade
  • Os Irmãos McDonald’s
  • Problema e Solução
  • “O que é o bastante para você?”
  • Lições importantes
  • Onde assistir o documentário

Boa leitura!

documentário netflix

Documentário – Fome de Poder

Existem duas formas de enxergar o filme “Fome de Poder” (The Founder), dirigido por John Lee Hancock e escrito por Robert Siegel. Na verdade, existem duas formas de enxergar a trajetória do vendedor de Illinois, Ray Kroc: visionária e empreendedora ou oportunista e gananciosa.

O que muitas pessoas não conseguem perceber ao assistir o longa é que as duas visões estão corretas, mas o que você pode aprender com elas é o que realmente importa. A trajetória de Ray Kroc e dos irmãos McDonald’s ensina lições valiosas sobre empreendedorismo, gestão e, acima de tudo, persistência e determinação.

A Inspiração

Robert Siegel se inspirou essencialmente em duas biografias para criação do roteiro de Fome de Poder: Behind the Arches, a biografia não-autorizada de John F. Love, e Grinding it Out, do próprio Ray Kroc. Siegel conta, no blog “É Tudo História”, como ambas foram extremamente úteis apesar de serem em sua essência completamente opostas.

Enquanto uma retrata Ray como um homem ganancioso e disposto a qualquer coisa para alcançar seus objetivos, a autobiografia do mesmo coloca os mesmos feitos e inovações como o ponto alto de sua trajetória, mostrando aos próprios leitores como o mesmo pensava de forma geral sobre si mesmo e suas ações.

A Oportunidade

O documentário “Fome de Poder” de John Lee Hancock e Robert Siegel, começa com Ray Kroc (interpretado por Michael Keaton, que fez filmes como Corretores do Amor (1982), Batman (1989) e Batman: O Retorno (1992) de Tim Burton) passando por mais um dia rotineiro como vendedor de máquinas industriais de milk-shake, em que – mesmo contando com sua eloquência e persuasão – via-se frustrado com um “não” atrás do outro.

Devido a sua rotina de vendas, Ray se alimentava constantemente em drive-in e sabia, por experiência própria, como o atendimento e a entrega dos pedidos poderiam demorar, fosse por distração dos atendentes, lanchonete cheia ou qualquer outro motivo que os levassem a ser ineficientes.

Em um desses dias, Ray recebe a notícia de que seis de seus liquidificadores industriais haviam sido solicitados e, desacreditado dessa informação, o mesmo liga para o responsável descobrindo que não só o número do pedido havia aumentado, como também se tratava de uma única lanchonete o fazendo.

Logo, o protagonista do documentário “Fome de Poder” imediatamente dirige uma longa distância de Illinois para San Bernardino, apenas para descobrir que estava diante não só de uma lanchonete promissora, mas de uma oportunidade imperdível.

Os Irmãos McDonald’s

Conhecemos os irmãos Richard James (Dick) e Maurice James (Mac) McDonald quando Ray ainda está digerindo a eficiência no atendimento e entrega de pedidos. A medida em que Richard explica todo o sistema, Ray também conhece Maurice – preocupado não apenas com o tempo de produção, mas com a qualidade do produto – e os convida para descobrir sua história.

Nascidos em New Hampshire, os irmãos começaram seu negócio em Hollywood. Ambos trabalharam como motoristas de caminhão em Columbia Pictures até terem dinheiro o suficiente para abrir o próprio cinema em Glendora. O cinema não durou muito, visto que havia sido aberto em setembro de 1929 e com a quebra da bolsa de Nova York, os irmãos tiveram que se adaptar.

Abriram então um quiosque em Arcadia, mas logo precisaram se mudar para San Bernardino – literalmente levando seu quiosque de um lugar para o outro em um carro, onde podemos observar a genialidade de Dick – por ter uma clientela maior. Lá aderiram ao negócio de drive-in, mas não tardaram a reconhecer os problemas daquele modelo.

Problema e Solução

Clientes indesejáveis, atraso e erro nos pedidos, além das despesas com atendentes, pratos e talheres. Os irmãos pensaram em cada ponto e qual seria a melhor solução, focando no que mais trazia lucro e cortando as despesas. O negócio já era excelente, mas eles queriam ir além, queriam algo que fosse melhor e que fosse invenção deles, então fizeram o último corte e melhoraram uma das coisas que mais incomodavam no modelo drive-in, o tempo.

Reconstruíram completamente toda a lanchonete, ensaiaram com os próprios funcionários para aperfeiçoar o desempenho – no que chamaram depois de Speedee Service System – e fazer com que absolutamente tudo dentro do ambiente contribuísse para que os irmãos fossem, em 1940, pioneiros do fast-food.

“O que é o bastante para você?”

A ideia de Kroc é simples: franquias. Ray conseguiu ver como seria lucrativo expandir o negócio a nível nacional e enquanto os irmãos contavam sua história, pensavam em apenas lucrar o suficiente para viver bem e chegar a 1 milhão de dólares antes dos 50, mas Ray Kroc via quão longe McDonald’s poderia chegar. No entanto, os irmãos já haviam tentado abrir franquias, mas a distância não deixava espaço pra o controle de qualidade.

Seguindo essa ideia, vemos logo de cara que a diferença entre os irmãos e Ray era o tipo de empreendedores que eles eram. Bastava para os irmãos McDonald´s, mas não bastava para Ray e sua persistência – além da sua oratória impressionantemente persuasiva – levou Dick e Mac a acreditarem nas franquias mais uma vez.

Lições importantes

Embora muitas pessoas assistam o filme e se preocupem com a desonestidade e falta de ética do Ray Krogs, o longa traz importantes lições e as duas maiores são: persista, conheça e fique atento. Enquanto Ray segue com seu plano, procura associados e, em paralelo, tem problemas em casa.

Algo que nem sempre é fácil de notar – principalmente se você assistir o filme com um olhar mais humano – é que Ray persistiu, apesar disso se tornar um sacrifício. Sacrifício da “tranquilidade” da aposentadoria, do seu casamento e momentos de lazer, além dos financeiros.

Em diversos momentos vemos o desencorajamento vindo de diferentes pessoas, mas ele precisava provar para si mesmo que conseguiria e isso o fez ir ainda mais longe. Se ele não tivesse se mantido firme nessa decisão, onde estaria agora?

A segunda lição é conhecer. Ao longo do filme “Fome de Poder”, Ray encontra problemas com controle de qualidade, com os sócios, clientes e assim por diante. Problemas são naturais quando tratamos de negócios, o que importa é o quão astuto você será para solucioná-los. Conheça absolutamente tudo!

Conhecer seu produto, seus clientes, seus fornecedores e tudo que está relacionado ao seu negócio será o que determinará o sucesso da sua tomada de decisão. As informações para o sucesso estão fora do escritório.

A terceira lição é: fique atento! Todas as lições estão interligadas e são um ciclo de sucesso. Fique atento às tendências, mas não preso a elas. Inove e esteja aberto a novas ideias. Enquanto manter padrões foi importante para o crescimento e consolidação da marca, estar aberto às ideias de alguém fez a diferença no desempenho e grandeza do McDonald’s e isso foi essencial para Ray.

Dica do filme – Fome de Poder

Dessa forma, no longa “Fome de Poder”, notamos que algo que deu errado para Ray foi focar nos sócios que tinham dinheiro para investir. Mas diferente do que a maioria pode pensar, o erro não tem relação com o dinheiro em si e sim com a visão dos sócios.

À medida em que Ray entende que precisa de pessoas que tenham a mesma visão que ele para levar o negócio para frente, tudo melhora, porque é preciso alinhar mais do que contratos e ideias, objetivos alinhados são sinônimos de sucesso também.

Onde assistir o documentário

Veja o filme completo “Fome de Poder”, legendado ou dublado, na plataforma HBO Max e tirem suas próprias conclusões. A pergunta que eu deixo para vocês é: Ray Kroc, oportunista ou visionário?

Luana Bárbara
Cursando Ciências Contábeis na UFPB
Analista Administrativo do TC School.

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