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Carro, aplicativo ou transporte público: qual melhor para você?

26/04/2021 às 16:11

TC School

Carro, aplicativo ou transporte público? No texto de hoje, levantamos uma série de informações para ajudar quem está na dúvida sobre qual meio de transporte é melhor para as suas finanças pessoais. Ou seja, elencamos discussões sobre comprar ou alugar um carro e dados com os custos na utilização de Uber e táxi.

Ter um carro próprio, usar transporte por aplicativo ou transporte público? Ou até mesmo combinar duas ou três dessas possibilidades? É uma dúvida bem comum em relação ao que é financeiramente mais vantajoso a ser feito.

Desta forma, assim como outros temas comportamentais, é uma medida que não deve ser tomada somente com base em cálculos ou planilhas. A escolha do meio de transporte envolve costumes, conforto, segurança e outras especificidades.

Mas é claro que o lado financeiro pesa bastante, não é? É por isso que hoje o TC School vai te ajudar a resolver o lado matemático. Nesse texto você vai encontrar:

  • O que levar em consideração
  • Lado afetivo
  • Luxo ou necessidade?
  • Carro, aplicativo ou transporte público?

Boa leitura!

Carro ou Uber

O que levar em consideração

A conta para a definição do meio de transporte mais apropriado não pode ser tomada como algo genérico e que pode ser considerada igual para todas as pessoas. É um estudo individual que leva em consideração muitas questões pessoais, como habilidade e disposição para dirigir, necessidade do uso de um carro e distância percorrida diariamente, por exemplo.

Essas são variáveis pessoais que não vão ser necessariamente replicadas facilmente. Além disso, do outro lado, temos pontos que vão variar também, mas em menor escala. Esses são os pontos específicos relacionados ao veículo, ao custo da tarifa do táxi ou Uber, ao valor do transporte público. São custos que diferem de cidade para cidade.

Para os cálculos ao final do texto, serão levados em consideração os custos e taxas da cidade de São Paulo. Mas eles servirão como base para que você consiga ter um parâmetro para a sua região.

Comprar um carro: o lado afetivo

Carro próprio: considerações

Em relação ao carro próprio, os itens considerados são o valor do próprio carro, a depreciação dele ao longo do tempo, seguro, IPVA, estacionamento, combustível e manutenção. Além disso, como não poderia deixar de ser, tem também o custo de oportunidade. Ele leva em conta os rendimentos que você pode ter caso investisse o dinheiro ao invés de gastá-lo para comprar o automóvel.

Dentre as possibilidades de ter ou não um carro próprio, está o lado afetivo. Há quem goste de ter cuidado com um veículo, há quem goste de dirigir, há quem sinta prazer em ter um carro, cuidar, equipar e utilizar. Esse é um ponto que pesa na balança muito mais do que a matemática.

Há também quem enxergue o carro como uma forma de ter mais liberdade, comodidade e flexibilidade, sem a necessidade de ter que pegar um transporte público ou esperar a chegada de um carro por aplicativo ou táxi.

Por outro lado, há quem enxergue o tempo gasto no trânsito dirigindo um carro, como perda de tempo. Quem utiliza aplicativo, táxi ou transporte público pode encontrar ali um momento para leitura, para estudar, para relaxar com uma série no celular ou resolver problemas respondendo e-mails, por exemplo. Muita gente ganha tempo ao optar por não dirigir.

Além disso, a opção por não ter um carro abre a possibilidade de ter ganhos financeiros de outra forma, além de investir o valor inicial que utilizaria para a compra. Quem mora em prédios ou condomínios tem a possibilidade de alugar a(s) vaga(s), gerando assim uma renda extra que pode ser utilizada, inclusive, para o pagamento do transporte mensal.

Luxo ou necessidade?

Por falar em transporte mensal, há um outro tópico que devemos falar antes de entrar no cálculo em si. O carro é uma necessidade ou um luxo?

Comprar um carro muitas vezes se mostra como uma prova social. A pessoa deixa de pagar contas, deixa de comprar o básico para ter em casa, mas anda na rua com um carro novo. É status.

Esse é um ponto extremo, mas que acontece bastante. A pergunta aqui não se encaixa em quem vê no veículo uma forma de se afirmar ou tentar se incluir em determinado meio de amizade ou profissional.

O ponto levantado é se ter o carro é realmente necessário ou a posse dele poderia ser descartada. Em muitas cidades do país, por exemplo, o transporte público não funciona nem para o mínimo necessário. Em outras, a realidade dos transportes por aplicativo pode não ser tão favorável.

Por outro lado, algumas pessoas usam o carro para trabalho, podem rodar bastante por serem representantes de alguma marca, podem distribuir algo, fazer entregas… São condições especiais que exigem um olhar especial.

Se o uso do carro é para ir e voltar do trabalho diariamente, por exemplo, fazer essa conta faz todo sentido. Em distâncias curtas, ter um carro é desfavorável. À medida que a quilometragem aumenta durante o mês, o carro passa a ser mais vantajoso.

Já quem usa o carro somente para lazer nos finais de semana pode, muito bem, substituir por outra opção, como o aluguel, por exemplo.

Aplicativo, carro ou transporte público?

Mas vamos à parte prática que eu sei que é o que vocês mais querem nesse texto. Assim como a distância percorrida influencia, como falei acima, as outras variáveis da conta também têm seu peso. Outra muito importante é o valor do carro. Isso porque o custo aumentará o valor do seguro, da manutenção e do IPVA, por exemplo.

Elaboração própria.

A simulação foi feita com as seguintes quilometragens diárias: 5km, 10km, 15km, 20km e 50km. Para tanto, será considerado um carro de R$ 60 mil e um custo de oportunidade de 3% ao ano – sendo que esse rendimento pode ser superior em muitos casos.

No estudo, não será levada em conta a utilização de ônibus e metrô, isso porque esta opção será a mais barata em todos os casos, mas consumirá maior tempo por parte de quem usa.

Elaboração própria.

Antes de finalizar o texto, volto a citar mais uma vez que esses são números com base em taxas e custos de São Paulo. Há uma variação de cidade para cidade, mas a essência do cálculo segue a mesma. Os números só terão grandes alterações se a diferença entre os valores for muito alta.

Além disso, mais um alerta: não tome a decisão somente com base nos números. Pondere também os outros temas que abordei ao longo do artigo e boa escolha!

Raphael Carneiro
Raphael Carneiro
Jornalista
Planejador financeiro associado à Planejar

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