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Comprar a prazo ou à vista? Veja como escolher a melhor opção

23/11/2020 às 5:00

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Comprar à vista ou a prazo? Quem nunca se pegou com essa dúvida? Ela é bastante comum e pode ser resolvida de maneira simples e direta. Nada mais de querer encaixar a resposta em frases como “a prestação é pequena, cabe no orçamento”. Pode ser a resposta mais rápida à mente, mas pode não estar certa.

Hoje você vai entender o que deve levar em consideração para decidir a compra de algo à vista ou a prazo. Assim, neste texto você encontrará:

  • O valor do dinheiro no tempo
  • Qual conta deve ser feita?
  • Valor máximo de desconto

Boa leitura!

compras a prazo ou à vista

O valor do dinheiro no tempo

Para que possa decidir entre comprar à vista ou a prazo, é preciso entender que o dinheiro tem um valor ao longo do tempo. Esse valor é acrescido pelos juros e pode também ter o acréscimo da inflação. Mas fiquemos só com a primeira parte neste momento.

Entender o valor do dinheiro no tempo é o básico, inclusive para seus investimentos. Chegamos a ele através de duas fórmulas, que são elas:

Juros simples

juros simples

Juros compostos

juros compostos

Essas são as duas fórmulas que precisamos ter em mente para entender o mundo dos investimentos e também nossa decisão sobre uma compra à vista ou à prazo. Praticamente tudo passa por elas.

Qual conta deve ser feita?

Entendido que o dinheiro tem valor ao longo do tempo, precisamos trazer para o dia a dia a lógica dos investimentos. Mas antes, veja alguns exemplos diretos e básicos sobre como tomamos essa decisão no dia a dia.

Vamos supor que eu queira comprar uma televisão nova no valor de R$ 6 mil. O vendedor me diz que posso pagar à vista com um desconto de 10% ou então a prazo em 12x de 500 “sem juros”.

Pagamento à vista

Nesse caso, o valor total a ser desembolsado é de R$ 5.400,00.

Pagamento parcelado

Como teoricamente não há juros no parcelamento, pago R$ 6 mil ao final em 12x R$ 500.

Mas será que realmente é isso?

Como houve um desconto de 10% ao comprar à vista, podemos considerar que esse é o valor de fato do bem. Assim, há um percentual de juros que fica embutido na operação e nos é apresentado como “sem juros”. Vamos aos cálculos.

Valor à vista: R$ 5.400,00
Parcelas: 12
Valor das parcelas: R$ 500
Juros ao final: 1,66% ao mês.

Essa é a primeira parte do problema. Entender que o “a prazo sem juros” não é bem assim. O mesmo acontece com impostos como IPTU e IPVA. O valor verdadeiro dele é aquele com o desconto. A parcela já tem juros embutidos.

Mas como decidir se vale a pena comprar à vista ou a prazo? Essa deve ser sua pergunta no momento. Pois, caso não haja diferença entre o valor final nas duas opções, opte pelo parcelamento se não estiver enrolado ou enrolada com dívidas. Caso os valores sejam diferentes, como no exemplo acima, vale a pena fazer mais contas.

A conta a ser feita nesse caso é se conseguirá um retorno maior nos investimentos. Nesse exemplo, o juro mensal é de 1,66%. O investimento que você possui, de preferência com segurança, lhe proporciona um rendimento acima disso?

Se a resposta for sim, vale a pena comprar parcelado (você terá um retorno maior sobre o montante investido do que pagará de juros). Se a resposta for não, compre à vista. 

A Calculadora do Cidadão disponibilizada pelo Banco Central do Brasil pode ajudar nos cálculos para a tomada da melhor decisão. Fica a dica!

Valor máximo de desconto

Há outra possibilidade para definir entre comprar à vista ou a prazo utilizando os mesmos conceitos. Neste caso, a ajuda vem para saber qual o valor máximo que você deve pagar à vista e ainda ter algum benefício.

Vamos supor que queira comprar um carro parcelado em 48 vezes com uma parcela mensal de R$ 1.500. Posso fazer a compra dessa maneira ou também posso fazer à vista sacando um investimento que me dá retorno de 5% ao ano. Para que essa compra seja à vista, o desconto oferecido tem que ser maior do que eu ganharia com o investimento.

Nesse caso, eu só deveria topar a compra à vista até o valor de R$ 65.276,93. Com esse valor investido a 5% ao ano, eu chegaria ao mesmo patamar de pagar 48 parcelas de R$ 1.500. Com qualquer montante acima disso, seria mais vantajoso deixar o dinheiro investido e pagar as parcelas mensalmente.

 

Raphael Carneiro
Raphael Carneiro
Jornalista
Planejador financeiro associado à Planejar

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