Finanças pessoais: 10 dicas para iniciar 2021 no verde - TradersClub

TC School / Primeiros passos

Ano novo, finanças novas! 10 dicas para iniciar 2021 no verde

04/01/2021 às 10:00

TC School

Ano novo, vida nova. A frase é clássica, um clichê, mas que tal fazer ela ter um efeito prático a partir de 2021? Sei que o Brasil é um país com diversas realidades e bem desigual, mas tentei juntar algumas dicas que podem ajudar pessoas em estágio diferente com as finanças a ter um ano mais tranquilo.

Este é aquele texto para tentar zerar tudo que passou e fazer um ano novo mais tranquilo, sem dívidas (ou com menos dívidas) e um horizonte melhor para cada um de nós. São 10 dicas para te ajudar a ficar no verde em 2021. Pode ser que não consiga no começo do ano ou não consiga ao final dele, mas esperamos que seja um primeiro passo para mudar seu cenário financeiro.

As dicas são:

  • Reavalie seu ano
  • Faça seu orçamento pessoal
  • Eliminar gastos
  • Renegociar dívidas
  • Controle com o cartão de crédito
  • Negociar gastos fixos/impostos
  • Trace objetivos para o dinheiro
  • Renda extra
  • Compromisso com o futuro
  • Mudança de hábitos

Boa leitura!

Finanças pessoais

Reavalie seu ano

Não dá para esquecer que 2020 foi um ano atípico. Comércio fechado por meses, desemprego em alta, redução de salário, suspensão de pagamentos…. Não foi um ano nada fácil. Mas ele existiu, deixou estragos e temos que aprender com eles. Para começar um novo ciclo, nada melhor do que sentar e reavaliar bem o que passou.

Assim é possível enxergar claramente onde errou, o quanto errou, onde acertou, onde pode se esforçar mais. O que nos leva para o próximo passo.

Faça seu orçamento pessoal

É chato sim, eu acho, mas extremamente necessário. Pode ser em um livro caixa, em uma planilha no Excel ou até mesmo nos aplicativos, que tornam a tarefa mais fácil. Mas faça seu orçamento pessoal. Não tenho preferência por nenhuma delas, faça a que você se adaptar melhor.

Por adaptar eu quero dizer também a frequência com que vai anotar os gastos, quais serão os gastos anotados, como serão anotados etc. Precisa ser algo pessoal para que não se torne maçante e você desista na segunda semana. Além de chato, o orçamento nos mostra uma realidade que muitas vezes não queremos ver. Por isso é tão fácil desistir de continuar anotando.

No entanto, é fundamental ter esse controle para ajudar na revisão do que foi feito e na previsão do que estar por vir. Somente com o orçamento bem preenchido é que você terá conhecimento se gastou demais com comida fora de casa (ou gastou de menos), se tem condição de fazer aquela reforma que pensou, se pode eliminar algumas dívidas. Enfim, você terá seu retrato financeiro para tomar as decisões mais importantes que tem pela frente.

Eliminar gastos

Não dá para viver sem dívidas. É verdade. Mas não dá para viver atolado em dívidas também. Com o orçamento pessoal bem feito, você saberá onde tem exagerado nos gastos e se eles são necessários mesmo. Costumo dividir os gastos em essenciais (aqueles que precisamos para viver), básicos (poderíamos viver sem, mas que nos fazem bem) e supérfluos (não precisa nem explicar).

O que será necessário fazer é avaliar quais os gastos supérfluos que estão exagerados e começar a enxugar por aí. Se somente com ele não resolver, buscar diminuir/eliminar alguns básicos. Pode ser que não consiga resolver de imediato o problema, mas dará um passo importante para isso.

Voltando a lembrar que para muita gente só existe o gasto básico e, ainda assim, a conta não fecha. Infelizmente essa é uma realidade. Não dá para cortar, mas podemos buscar outros meios de melhorar a vida financeira.

Renegociar dívidas

Esse é um ponto importante e que pode lhe dar uma grande folga no orçamento mensal. Renegociar dívidas é chamar os credores para a mesa de negociação. Você tem um poder grande nesse momento. Duvida? Leia novamente (ou pela primeira vez) o texto que publicamos em setembro do ano passado.

Além das dívidas advindas da inadimplência, você pode também chamar para conversar o gerente do banco caso possua um financiamento imobiliário. É possível fazer uma portabilidade para outra instituição com taxa menor ou negociar a redução da taxa que você já paga. De uma forma ou de outra, a prestação mensal será menor. É isso o que queremos.

Controle com o cartão de crédito

Não sou do time que demoniza o cartão de crédito. Acho que ele é muito útil se utilizado da maneira correta. Mas pode ser sua âncora financeira caso utilize de maneira inadequada.

O grande problema do cartão de crédito é a falta de controle. Ele elimina o que é chamado de “dor do pagamento”. Não sentimos o dinheiro saindo. Passamos o cartão e pronto. Hoje em dia sequer é preciso “passar o cartão”.

Além disso, há a falta de controle com as parcelas. Se algo é caro demais, reduzimos o valor com parcelamentos de 10, 12 vezes. A parcela fica pequena e logo dizemos “cabe no bolso”. Uma parcela realmente cabe, mas dificilmente se para nela. Uma é tranquilo. Dez pequenas parcelas viram uma bola de neve.

Cuidado.

Negociar gastos fixos/impostos

O começo do ano é repleto de pagamento e gastos que podem ser considerados fixos. Material escolar, matrícula, mensalidade, IPTU, IPVA, seguros em alguns casos… Esses são gastos que sabemos que estarão lá entre dezembro e janeiro. Não adianta se esconder, eles aparecerão. O ideal nesse caso é se planejar ao longo do ano para aproveitar os descontos e pagar à vista.
Mas sei que nem sempre é possível fazer esse planejamento e juntar um valor ao longo do ano. Por isso, pode tentar pagar à vista aquele que dá o maior desconto e parcelar o restante. No caso de material escolar, buscar outros pais para fazer uma compra grande e reduzir o valor. Negociar a mensalidade com a escola. Vai ser preciso jogo de cintura.

Trace objetivos para seu dinheiro

Eis aqui um ponto psicológico importante. Ter um objetivo. Não um, mas objetivos. Quando você traça objetivo financeiro para o ano, você tende a se controlar mais porque sabe para onde irá aquele dinheiro que está sendo economizado. Você deixará de poupar por poupar para se esforçar para gastar menos para poder, em oito meses, trocar o piso da casa. Ou comprar uma cama nova. Ou trocar de carro.

Com um objetivo, tendemos a ter mais força de vontade para vencer a tentação dos gastos.

Renda Extra

Como falei lá em cima, nem sempre é possível reduzir os gastos. A maioria dos brasileiros vive no limite. Essa é uma realidade que não posso esconder. E, nesses casos, o caminho para tentar mudar a situação financeira é aumentar a renda. E aí pode ser um (nem sempre possível) aumento salarial.

Como não vivemos em um conto de fadas e conseguir um aumento salarial não é tão fácil assim, a saída passa a ser tentar uma renda extra. Nesse caso, é preciso avaliar a realidade de cada um para saber como essa renda extra pode ser efetiva.

Compromisso com o futuro

Lembram que falei da questão psicológica de ter um objetivo para o dinheiro. É bem similar agora, só que com um horizonte temporal maior. Ajustar sua situação financeira no presente é se preocupar com o você do futuro. À medida que elimina as dívidas, pode começar a poupar e, na sequência, investir de olho em uma aposentadoria mais tranquila ou menos sofrida.

Preocupe-se com o você de 2040.

Mudança de hábitos

Todo esse trabalho para ter um ano mais tranquilo (na verdade anos mais tranquilos) passa por uma profunda mudança de hábitos. A depender do seu caso, é mudar hábito em um desses 10 pontos. Mas pode ser que precise mudar cada um dos itens que levantei aqui.

Com hábitos mais saudáveis financeiramente, pode ter certeza que no ano que vem não ficará tão preocupado em procurar dicas para sair do vermelho em 2022. Esse é o objetivo deste texto e ficarei feliz se puder te ajudar a virar essa página.

Feliz ano novo!

Raphael Carneiro
Raphael Carneiro
Jornalista
Planejador financeiro associado à Planejar

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