Orçamento pessoal x orçamento familiar: entenda as diferenças - TC

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Você sabe a diferença entre Orçamento Pessoal x Familiar?

18/01/2021 às 17:27

TC School

Não podemos falar sobre um planejamento financeiro eficiente sem colocar um controle das contas em primeiro lugar. Tudo passa pela gestão financeira. É o primeiro passo que devemos tomar para equilibrar as contas, planejar alguma mudança ou pensar na aposentadoria. Não tem como fazer projeções de cenários se não sabemos o quanto temos no presente.

Sendo assim, existem diversas formas de fazer esse controle financeiro. A mais comum é através do planejamento, que pode ser em uma folha de papel, uma planilha no Excel ou até mesmo pelos diversos aplicativos que existem atualmente e diminuem a necessidade de trabalho.

Entretanto, se quiser ter um melhor controle financeiro, é importante saber que existem algumas diferenças na hora de organizar as contas e despesas. Uma delas é entre o orçamento pessoal e o orçamento familiar. É sobre esse ponto que vou falar no texto de hoje.

Neste texto, você vai encontrar:

  • Orçamento pessoal
  • Orçamento familiar
  • Benefícios para você
  • Como criar e o que avaliar

Boa leitura!

orçamento familiar

Orçamento pessoal

Nos dois tipos de orçamento, o nome já diz tudo. O orçamento pessoal trata das contas de uma pessoa. Será você encarando os seus dados.

Como se trata do orçamento de uma única pessoa, é mais tranquilo de fazer o controle financeiro pessoal. Serão as receitas e as despesas individuais. Se não divide a casa com ninguém, entrarão também os custos de moradia, energia, supermercado, entre outros.

Além disso, é importante que cada pessoa possa ter também um valor destinado para reserva de emergência e/ou investimentos nesse orçamento.

A grande satisfação nesse modelo de controle financeiro pessoal, é acompanhar a sua própria evolução ao longo do tempo. Se você estava em uma situação financeira delicada, pode entender e ver como fazer para que fique mais tranquilo. Se já consegue investir, experimente acompanhar mês a mês, ano a ano a evolução de seu patrimônio.

Comece e veja como é gratificante.

Orçamento familiar

Se o orçamento pessoal leva em conta os gastos e receitas de uma pessoa, o familiar, obviamente, é um conjunto. E aí, familiar pode ser meramente um termo. Essa modalidade pode englobar os gastos do orçamento da família, mas também pode ser de amigas e amigos que moram juntos, de uma república de estudantes ou de quem divide apartamento.

Para efeito de exemplo, vamos ficar com uma família que tenha filhos. Nesse caso, deve-se levar em consideração as receitas de quem gera renda para a casa. Uma forma que indico fazer e que acho mais justa é somar o valor e ver com quanto cada um contribui proporcionalmente.

Orçamento

Fonte: Elaboração própria.

Esse percentual deve ser guardado para a avaliação do quanto cada um deve contribuir para os custos da casa. Voltaremos ao tópico mais à frente.

Após avaliar as receitas, hora de separar as despesas para um melhor controle financeiro. No caso do orçamento familiar, por se tratar de um grupo de pessoas, o que deve ser levado em consideração são os gastos para a comunidade. Se apenas eu faço academia, não entra na conta. Mas se o pacote é família e todos da casa fazem, então pode somar.

Orçamento familiar: o que entra na conta?

Em um orçamento familiar, custos como IPTU, aluguel, energia, assinatura de TV e internet entram como despesas. Ou seja, todos os gastos que podemos considerar como comunitários. Para famílias com filhos em idade escolar, a mensalidade dos estudos também entra na conta.

Com o total das despesas levantado, é hora de fazer a divisão entre aqueles que geram renda na casa. Como elencamos acima, a forma que considero mais justa é por percentual de contribuição. Se a pessoa A do exemplo acima contribui com 36,46% da receita da casa, esta deve contribuir com as despesas comuns na mesma proporção.

No exemplo que fiz, a soma das receitas é de R$ 9.600. Vamos supor que as despesas familiares sejam de R$ 5.200. Como ficaria a divisão:

Orçamento familiar

Fonte: Elaboração própria.

Essa, obviamente, não é uma regra. Cada família ou grupo deve fazer este controle de gastos e despesas da maneira que se sentir mais confortável. Mas acredito que divisões assim diminuem os desgastes em relação ao lado financeiro da casa. Não vai ter uma pessoa que será prejudicada de alguma forma.

Benefícios para você

No caso do orçamento familiar, é muito importante separar os gastos pessoais dos gastos coletivos. Isso vai ajudar a ter um controle financeiro mais eficiente e evitar que uma das pessoas da relação sinta que está pagando por algo que não tem proveito.

Essa tranquilidade ao tratar de dinheiro é o primeiro e principal benefício para se fazer o orçamento, seja pessoal ou familiar. Mas há também outros pontos que podemos destacar como positivos dessa ação:

  • Entender a situação financeira
  • Compreender hábitos de consumo
  • Poder se preparar para imprevistos
  • Ter em mente o que pode ser feito para melhorar a situação
  • Acompanhar a evolução do patrimônio

Como criar e o que avaliar

Os benefícios que citamos acima são o pontapé inicial para um ponto que muita gente erra ao fazer um controle financeiro. Normalmente, a única coisa feita é preencher uma planilha de controle de investimentos, com gastos e receitas. E pronto. Diz que faz o orçamento, que acompanha os dados e que, ainda assim, não consegue ter um controle financeiro como gostaria.

Isso acontece porque está errado. Apenas preencher os dados num app não vai mudar a sua vida financeira. Além de alimentar a planilha, é necessário avaliar o passado e entender o seu histórico financeiro. O que interessa é entender aqueles números para decidir o que será feito a partir dali.

  • Me Poupe! 10 passos para nunca mais faltar dinheiro no seu bolso

A ideia de fazer o orçamento é que você possa ter condições de avaliar bem para decidir onde gastar menos, como gastar menos, onde pode gastar mais e quais passos para ter eficiência no controle financeiro.

Só que muitas vezes nem chegamos a continuar a preencher os dados. Isso acontece porque há um excesso de detalhe na maioria dos modelos de planilhas de orçamento. Como é uma tarefa considerada chata pela maioria das pessoas, quanto mais detalhes, pior.

É preciso ter um nível intermediário para que você consiga enxergar a sua realidade sem causar repulsa na hora de preencher. Não há necessidade, por exemplo, de separar os gastos por dia do mês. Por experiência própria com clientes, agrupe tudo como gasto mensal, disponha as principais categorias e, à medida que observar necessidade de mais informação vá aprofundando o seu orçamento.

Raphael Carneiro
Raphael Carneiro
Jornalista
Planejador financeiro associado à Planejar

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