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Aprenda dicas para ajudar a renegociar suas dívidas

28/09/2020 às 5:00

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Hoje darei algumas dicas para quem está endividado e quer aprender da melhor forma possível a renegociar suas dívidas, diminuindo o tamanho do problema. Neste texto, você vai encontrar:

  • Renegociar as dívidas: a maioria dos brasileiros precisará aprender
  • Reconhecer: o primeiro passo para renegociar suas dívidas
  • Não aceite qualquer proposta
  • Dica valiosa: a importância do nome limpo

Boa leitura!

mulher aprendendo a renegociar dívidas

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Renegociar as dívidas: a maioria dos brasileiros precisará aprender

Aprender a renegociar suas dívidas é algo essencial para os brasileiros. O percentual de famílias brasileiras endividadas chegou a 67,1% em junho deste ano com o agravamento da crise da Covid-19. O número é recorde em toda a história da Pesquisa de Endividamento e Inadimplência do Consumidor (Peic) e mostra uma triste realidade em nosso país. Do total de endividados, 11,6% afirmaram que não teriam condições de fazer o pagamento. Dessa forma, a situação é difícil e constrangedora para quem está endividado e não consegue arcar com as obrigações.

Fonte: CNC

Reconhecer: o primeiro passo para renegociar suas dívidas

O primeiro passo para qualquer renegociação de dívida é reconhecer o valor devido. Isso significa mostrar o real interesse em quitar os débitos. Nada de querer demonstrar esperteza para ficar com o bem ou serviço sem pagar por ele. Se quiser uma renegociação justa, comece sendo justo.

Nesse processo de reconhecer a dívida, há um passo básico que é saber o real tamanho do problema. É normal não querer colocar tudo no papel, não olhar o cenário inteiro, mas é primordial que se tenha noção do quanto está enrolado. Só assim, encarando de frente o monstro das dívidas, é que será possível encontrar uma maneira de derrotá-lo.

Não aceite qualquer proposta

Recentemente o Banco Central divulgou que em um dos últimos mutirões de renegociação, os bancos deram um desconto médio de 65% aos devedores. Para o cliente é um bom valor, mas poderia ser ainda melhor.

Supondo que a dívida inicial era de R$ 1 mil e foi adquirida no ano de 2019. Durante todo o ano, com juros de 300%, o valor devido se transformou em R$ 4 mil. Nesse momento, o banco vai ao feirão e oferece um desconto de 65%. O devedor tem a ancoragem em R$ 4 mil e recebe a notícia de que vai pagar 65% a menos, ou seja, R$ 1.400. Quem tinha uma dívida de R$ 4 mil e recebe a notícia que vai pagar R$ 1.400 acha uma maravilha.

É um belo desconto. Entretanto, lembre-se que a dívida inicial era de R$ 1 mil. Com o desconto dado, essa dívida saltou para $ 1.400. Um aumento de 40% em um ano. Entretanto, sabe quanto, para o banco, custa o dinheiro que ele emprestou inicialmente? Aproximadamente a Taxa Selic.

Então, não se engane com os grandes descontos. Para os bancos, aquele dinheiro devido vai para o prejuízo depois de seis meses. O que ele conseguir após isso é lucro. Saiba disso, tenha consciência das suas condições e não aceite qualquer coisa. Assim, pague o que você pode, não o que eles querem.

Dica valiosa: a importância do nome limpo

Falo dessa questão de pagar o que pode dentro do justo acima do valor devido. Não é um incentivo ao calote, mas uma luz sobre o que é proposto e cobrado pelos bancos. Pagar o que pode é se livrar de entrar em uma nova dívida só para refinanciar aquela que já martelava há tempos.

E tudo isso tem uma importância. Limpar o nome é mais do que simplesmente tirar da lista negra do SPC/Serasa. Com o nome limpo, aumenta a possibilidade de conseguir empréstimos e financiamentos. Dessa forma, você pode tocar projetos de maneira mais tranquila.

Além disso, com um score de bom pagador, os juros cobrados passam a ser menores também. É um benefício que vai ajudar a não deixar a dívida extrapolar os limites razoáveis.

Por fim, mantenha-se aberto a negociações, mas não ceda demais. Esse pode ser o segredo para conseguir um resultado satisfatório e começar a mudar seu cenário financeiro.

Boa sorte!

Raphael Carneiro
Raphael Carneiro
Jornalista e investidor
Trabalha com educação e planejamento financeiro. Possui certificação em Gestão de Finanças Pessoais e atua no mercado financeiro brasileiro há cinco anos.

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